Não se abre ou começa um livro ou caderno para falar de axé sem se saber sobre que os fundou, quem passou por ele. Pois quem passou e não seguiu é porque tinha que estar apenas aqueles momentos e depois seguir. Pois assim está escrito. São como soldados que caíram antes da luta numa grande batalha.
Eu sou Alexandre de Exu, nome cível Alexandre Chrispino, natural do RJ e tendo o curso Superior de Teologia incompleto, Babalorixá da nação ketú, Oba/Isefá de Ifá, Alufá de Egungun e Egbé Orun, Kangira de Umbanda, Oba Isale de casa de egun. E venho mostrar a cidade depois de Niterói que é o berço do Asé Eleegbara Tolá, nos acolheu não apenas de braços abertos, mas também de coração. Estou falando da carismática Magepemirim.
Mas preciso também falar que neste cidade eu com outros irmãos fundamos uma Loja maçônica a Guardiões da Arte Real e tive a honra de ser o presidente, que tem suas atividades neste município, eu participei da fundação da Loja Templários que hoje está no município de Niterói. Neste período que atingi o grau 33 do REAA e indo 9 do moderno. Ambos os últimos graus de cada rito. Membro da loja maçônica Desembargador Navega Cretton.
Fui duas vezes seguidas presidente do Cap. Rosa Cruz. E trabalhando para a fundação do Consagração do Capitulo Sagrado Arco Real. Não fundei sozinho contei Leila de Iemanjá, que foi ela quem deu inicio a tudo quando Iemanjá pegou a cabeça dela e abou nos meus pés. Ali foi a pedra fundamental do axé.
Com Leila lançamos a base de um axé voltado não para festa, mas para um estudo sério da africanidade e espiritualidade. Leila que tomou suas obrigações no Asé, passando a egbome e depois Oloyê. Leila de Iemanjá, tem o nome civil de Leila Kiene de Souza Marinho é formada em Artes da Dança. Tem cargo de terreiro de egun de Itoki e é Alufá de Egbé Orun e Apetebi/Ianifá de Ifá.
Trabalhamos dentro da Umbanda fazendo batismo e os graus das coroas.
Hoje o axé está também no bairro de Piedade, na rua Piedade, 32. Num espaço razoável. Onde a vibração dos orixás e ancestrais são presente o tempo todo. Visitas do Alagbá Rian, foi a primeira de um sacerdote religioso.que dirige o Ilê Alapasampa, que é uma casa de egun.
No Asé Eleegbara Tolá, se cuida das espiritualidades de todos em; Ifá, Orixá, Egbé Orun, Abiku caso tenha, Ancestralidade. Sem esquecer da Umbanda.
Foi fundada em 9 de junho de 1565 com o nome de Magepemirim, se abrevia Magé. Emancipação em 9 de junho de 1789 (232 anos)
Região metropolitana do Rio de Janeiro.
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás, também conhecidos como tamoios.
Abro um parêntese para dizer que a cidade de Niterói, tem ligação com os índios e que paga o laudêmio a tribo dos temiminós. Os temiminós, também chamados temininós, timiminós, tomominos e tegmegminos, é uma tribo tupi que habitou a Ilha do Governador, São Cristóvão, Niterói e o sul do atual estado do Espírito Santo, no Brasil, do século XV. Cidade que serviu de berço ao Asé Eleegbara Tolá, que após foi para São Gonçalo e Saquarema antes de Magé.
A influência negra não precisa nem falar.
O atual município tem origem no povoado de Magepemirim, fundado em 1566 por colonos portugueses. Possuía um dos principais portos da região, onde muitos navios negreiros descarregavam os escravos. Em 1696, foi criada a freguesia de Magé. Em 1789, Magé foi convertida em vila pelo Vice-Rei do Brasil, Dom Luís de Vasconcelos e Sousa. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Magé em 1810. Este foi elevado a viscondado em 1811.
Magé é cortado por 5 rios principais e seus afluentes. Todos deságuam na Baía de Guanabara.
• Rio Roncador
• Rio Inhomirim
• Rio Suruí
• Rio Magé-mirim
• Rio Saracuruna
As praias e manguezais de Magé fazem parte da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (APA Guapi-Mirim), que tem como intuito preservar a única área intocada pela degradação humana da Baía de Guanabara.
Palácio Anchieta
Inaugurado em 22 de outubro de 1949, com características do período do Estado Novo, o palácio, situado à praça Nilo Peçanha, foi construído para ser a sede da Prefeitura Municipal de Magé pelo então prefeito José Ullmann Junior (1947-1951), na presença do Governador Edmundo de Macedo Soares. O prédio está localizado em uma praça arborizada, cercada de prédios de várias épocas. O local é um ponto tradicional e de referência de moradores e visitantes do Centro de Magé.
Inaugurado em 1723 em Vila Inhomirim que um dia pertencia a Nova Iguaçu e hoje é o 6º distrito de Magé, o Caminho do Ouro é uma trilha antiga construída por escravos que ligava o Rio de Janeiro à Minas Gerais.
Ao longo da subida é possível notar uma região pouco explora da Mata Atlântica, protegida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde encontramos cachoeiras quase desertas e antigas construções em ruínas da época da escravidão e ruínas da antiga Linha do Norte da Estrada de Ferro Leopoldina, que ligava Vila Inhomirim à Petrópolis.
Estação Ferroviária de Guia de Pacobaíba
Inaugurada em 30 de abril de 1854, às margens da Baía de Guanabara, é a primeira estação de trens do Brasil. Construída por Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, se situa próxima a um antigo cais do Porto de Mauá, por onde saíam barcos à vapor em direção ao Rio de Janeiro. A estação fazia parte da Estrada de Ferro Mauá, que ligava Guia de Pacobaíba a Fragoso, se expandindo até Vila Inhomirim, em Magé. Após ser arrendada pela Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará (posteriormente Estrada de Ferro Leopoldina), a ferrovia chegou até Petrópolis. Dentre os frequentadores da simples estação, estavam os membros da Família Imperial Brasileira, que se direcionavam ao Palácio de Veraneio na cidade serrana (atual Museu Imperial).
Por muitos anos operou como parte do Ramal de Pacobaíba, uma linha de subúrbio da EFL que ligava os bairros de Bongaba e de Pacobaíba. A primeira estação ferroviária do Brasil foi desativada no dia 19 de dezembro de 1962, juntamente com o ramal.
Atualmente, é um dos pontos turísticos e históricos mais representativos da cidade e também do País, estando tombada pelo IPHAN desde 1954.
Quilombos em Magé
O quilombo nasceu dentro de um terreiro de candomblé, o Ilé Àsé Ògún Alàkòró, que significa Casa do Orixá Ogum Alakorô. Desde que foi fundado no terreno, há 22 anos, passou a promover atividades socioculturais para a população carente do local. Uma vez por mês, acontecia um cineclube.
Nos 129 anos da Lei Áurea, quilombo em Magé é símbolo de resistência e discute políticas para o negro
O passo do tabiá, o cheiro do acarajé, o som das palmas, o gosto do abará. Mais do que nos sentidos, a expressão da cultura afro-brasileira está na memória de cada integrante do Quilombá, quilombo em Bongaba, no município de Magé. Há mais de 20 anos atuando na disseminação da cultura negra, eles conquistaram, há quatro meses, mais uma vitória, realizando na Feira de Piabetá conversas sobre o tema, o Ponto de Encontro da Pretinhosidade. Além do diálogo, eles fazem rodas de jongo e vendem itens da culinária africana.
Um dia após a Abolição da Escravatura completar 129 anos — em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país —, o evento vai ter um tom diferente. Não será de comemoração, mas de debate, questionamento e mobilização.
QUILOMBO MARIA CONGA MAGÉ, REGIÃO METROPOLITANA No Município de Magé, ao longo da linha férrea que corta a cidade, localiza-se o Quilombo de Maria Conga. Nesse espaço, vive uma comunidade que tem buscado, por meio de suas práticas culturais, tornar visíveis a trajetória histórica do grupo como parte da luta pela posse das terras que habitam.
No centro da memória histórica, encontra-se a narrativa compartilhada entre o grupo em torno de Maria Conga. Nascida em 1792, no continente africano, Maria Conga e sua família vieram para o Brasil por meio do tráfico negreiro, em 1804, desembarcando na Bahia. Somente em 1810, com 18 anos, Maria Conga chegou a Magé. Por volta de 1854, foi alforriada e, com 35 anos, formou um quilombo para onde se dirigiam os escravos fugidos das fazendas da região. Seu irmão Manoel congo e seu pai Rei Congo. Hoje são entidades da linha de pretos na Umbanda.
Além de guerreira, as imagens sobre Maria Conga a definem como alguém que cuidava dos escravos aquilombados por meio da cura com ervas medicinais, da realização de parto e das práticas da conciliação quando ocorriam conflitos entre os quilombolas. Atualmente, a força dessa imagem favorece que os espaços onde a líder viveu, lutou e morreu adquiram status de monumento para o grupo. Em 1988, a legitimidade da ex-escrava ocorre por meio de sua proclamação como heroína do município. Em 2007, a comunidade de
Maria Conga foi reconhecida como remanescente de quilombo; desde então, o grupo tem lutado pela posse definitiva das terras em que viveram seus antepassados.