O sexo, sempre foi tabu em algumas situações, poder em outras e endeusadas em outras situações. Em várias épocas e culturas teve situações e entendimentos diferentes. Em Ifá tem vários odus que falam de várias maneiras explicadas. Chamo atenção para lerem os itans de Ifá.
Inicialmente o sexo tem sua base na perpetuação de determinada espécie. Se fosse algum proibido na varia parte da natureza. Em todas espécies. Pois nele os seres cocriam.
Inclusive as relações entre pessoas dos mesmos sexos eram tidas como sagradas por alguns povos e culturas. Eu sou o Bàbá e Oba Alexandre de Exu. E digo procurem saber bem sobre esse assunto. Pois tem feitiços, separação, união e amarração contido neste assunto. Mas nada de pensar na caixinha.
Mas no candomblé que tem sua base na união dos diversos cultos africanos, que foram juntados aqui no Brasil. Veio a tônica que um casal não poderia ser da mesma casa de axé. Mas a mesma casa de axé corresponde a mesma aldeia na África.
Pelo conceito família, na lá se fazia de tudo para se unir a família e aqui para se separar. Isso se deve a tal da moral judaico-cristã. Que ainda impera nos cultos afros.
Mas vemos a histórias dos orixás ligadas poder, vaidade e sexo. Ai que entram uns orixás que foram banidos pela moral judaico-cristã do nosso culto. COLONDINA – EXU – OKÔ – OKÊ.
Outros tiveram que mudar seu comportamento, tipo um sincretismo. OYÁ, OXUN, OGUN, OMOLU E NANÃ.
E outros ficaram na observação como; LOGUN, IBEJE, ÍYEWÁ.
Outros tiveram a redenção quase que imediata; Oxalufan e Iemanjá.
Vejam os festivais das colheitas do orixá Okô. O orixá Olorokê tem muitas coisas ligado ao sexo. Sexo é energia da vida e da transformação.
Gueledes e Oshôs, tem ligação direta com o sexo. Mais o interessante são os conceitos antigos do sangue, osso e do sangue menstrual e do esperma.
Lembrando que nos solstícios na Roma antiga tinha as orgias, na Grécia os bacanais em homenagem ao deus Baco. De onde pode ter surgido o carnaval moderno. Carro+Naval = pois se fazia barcos com roda e iam pelas ruas da cidade com bebidas e vinhos. Onde também encontramos outra forma de pensar. A CARNE NADA VALE.
O sexo antes de ser uma profissão, foi uma vocação e depois devoção. Pois era tido como sagrado o seu exercício. Mas caiu em desgraça pela cultura judaico-Cristã. Como também o habito de tomar banhos diário o que levou ao costume de não se tomar banho dos europeus.
O ato do sexo era sagrado. E tinha uma conjunção cósmica que era sagrada. Mas a moral judaica cristã, e colocou o sexo no pecado e os orixás juntos. Dessacralizando o sexo e punindo quem o fizesse. Na idade média os nobres para fazer sexo tinha que ter autorização do rei e fixar na porta.
Aí se dividiu o amor carnal ou sexo carnal e sexo para reprodução, o que nunca ficou muito bem explicado. Pois tudo era pecado. Outro seguimento diz que o sexo é os orixás ligados ao sexo é pura libertinagem. E colocaram conceitos deles nas atividades sexuais, e inclusive na mediunidade, que tem que ser assim e não pode mais ser de outro jeito.