NOSSO AXÉ E BABAEGUN

Informação interna, não passe adiante.

Babá Egun tipo de fundamento muito forte e que poucas casas tem, normalmente as ligadas as raízes mais tradicionais.

Babá Egun nada mais é que a alma de um ancestral. Diferentemente dos caboclos, pretos velhos, mestres de jurema que baixam para cumprir sua missão, Egun não precisa ter uma missão previamente estabelecida para manifestar-se.

Vale ressaltar, que babaegun, não têm nada em comum com os espíritos incorporados que dão consultas, como o caso de pombagiras de lá das quantas e etc.

Cada babaegun tem seu nome e é ligado a um orixá ou situação.

O babaegun recebe quase as mesmas homenagens que os Orixás, tendo, em algumas casas, sua festa.

Se o Babaegun está no recinto um orixá virar se retira e só volta após o orixá deixar o recinto.

Essa festa jamais deve ser celebrada no mesmo local que é o salão em que se festejam os orixás. Tem casas de orixá que te ligação direta com casas de egun como é o caso do Asé Eleegbara Tolá e o Alapasampa.

O Asé Eleebara Tolá tem 3 babaegun, que ficam no Terreiro Alapasampa.
E outros que são cuidados direto no axé próximo de Òrún.

As festas iniciam-se com o padê de Exu, cantam-se para todos os orixás e, apenas as mulheres que formam a roda inicial, além dos babaeguns existe molungos e os Aparakás.

Os Ojés (sacerdotes do culto de Egun) que têm o poder de invocar, evocar e controlar os eguns. Os Ojês auxiliam o Alabá na condução da casa. Podemos comparar o ALABÁ como o pai de santo do terreiro de egun.

São conhecedores de seus segredos e mantêm egun sob controle através de uma vara chamada de ixã, para evitar que esses eguns tenham contato físico com as pessoas, causando algum tipo de mal.

São ofertados também presentes aos eguns que, algumas vezes, retribuem, chegando ao ponto até de materializar esses presentes. Embaixo daquelas roupas e panos não existe nada — por incrível que pareça. Há apenas o vento de egun que ao ir embora deixam apenas as roupas ao chão, murchando feito bexigas. Esse tipo de manifestação não deve ocorrer na frente dos leigos, mas já ví isso acontecer algumas vezes. Como dizem os kardecistas é o efeito físico.

As casas mais tradicionais possuem casas de egun, chamadas Ilê Ikú (Casa da Morte) ou Bale Ilê que significa a casa da morte, Ilê Iseka é outra coisa. onde se encontram os assentamentos de egun e onde eles recebem suas oferendas. Nessas casas é vedada a entrada de pessoas não iniciadas no culto e geralmente frequentadas apenas pelos ojés e pessoa por eles autorizadas.

Na casa de egun deve ter sempre uma Oyá e um Exú assentado que tenha enredo com egun. Outros orixás ligados ao Culto orixá Oloku e Onilê, o lado masculino de ambos. Não se inicia ninguém sem antes ver coisas de Oshô e Iyamim, egungun e babaegun. Ainda mais se for de Oya.

Onirá sempre tem que ver EgbeOrun, os abikus e ibeje. Além de outras situações.

Outro orixá ´Òrún, que poucos mais é um orixá lidado apenas por homens, que passam por uma cerimonia pesada. A ainda tem Egungun.
Para ser iniciado nesse culto, é necessário ser chamado pelo Babá Egun da casa, o que aconteceu com o Baba Alexandre de Exu, aí tem a sua iniciação e, muitas vezes, o coloca à prova.
O Baba Alexandre de Exu é Baba Isalê, no Alapasampa.
Tudo o que se passa dentro do Ilê Ikú é segredo, devendo ser respeitado com a própria honra. Mulheres não entram e não sabem nada. Porém te outras funções na casa de egun.
A agbonã Leila de Iemanjá é Iyatoki, no terreiro de Alapasampa, que recebeu esse posto.
Apenas os ojés podem assentar egun numa casa. o jogo de búzios é consultado várias vezes e através dele iremos saber qual egun será assentado primeiro. Outros eguns poderão ser assentados posteriormente, mas o primeiro será sempre o dono da casa.
Quero passar umas observações
A palavra egungun é antepassado ou ancestral e também é o nome de um orixá, que tem haver com Òrún.
Egun é energia boa.
Okunorun é espirito errante na espiritualidade, que pode vir com energia ruim.
Okunorun burukun, espirito ruim ou obsessor.
Atrasso no axexe, temos que explicar o porquê a espiritualidade.