Jogo de Búzios

Jogo de Búzios

Não temos apenas o jogo de búzios, Palapetas, opele, ikins ou obi. Sempre tivemos os movimentos dos céus.
Analisando uma conversa com OkunriinObá, achei bom passar essas informações.
Ligado ao orixá AJAGUNMALÉ, todo o movimento dos céus, das luas, dos sois, das estrelas e o movimento das galáxias tem haver com esse orixá. Que esta perfeitamente descrito no odu okarangundá.

“OKARANGUNDÁ =
Este signo fala dos planetas e de suas influências sobre os seres humanos. Os Solstícios e os Equinócios tem grande influencias. E fazer usando a força das luas. Para coisas boas ou ruins”.
Tem haver com as fases da lua, as cores. Os cometas e asteroides, tudo que movimenta no espaço é com ele.
Ajagunmale conversa com os seres humanos através do movimento dos corpos celeste nos céus.
Onde a humanidade aprendeu através da observação dos movimentos dos planetas individuais e coletivos analisar o que era para ser feito.
Graças a essas observações que os reis magos chegaram até José e Maria.
Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes.
O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Que vemos no jogo de búzios.
Quando se tem AJAGUNMALE, o igbá deste orixá tem que estar direcionado para a direção que Sol nasce todos os dias.
Podemos dizer que AJAGUNMALE, conversa com os astrônomos que deram origem aos astrólogos. Com isso mostro que descreve no odu okarangunda, que a astronomia faz parte dos cultos afros, uma arte perdida para uns e para os outros perfeitamente entendida.

Quando vemos o sol nascer Saudamos a Ajagunmale assim: Àwúre fún o, gbogbo orun.

E falamos para Olofi:
Olofi asé wa tobi. (Força de Deus é maior que tudo).

Dai o culto da Lua ou culto do sol e o perfeito entendimento de Olofi. Em seu movimento percorrer o céu como o sol. Nascendo e morrendo num ponto.
Mostra o movimento de tudo nos confins do universo.

Itefá Ifadeko.
Alexandre de Exu