OS  IFÁS – Tributo ao Baba Torode.

OS IFÁS – Tributo ao Baba Torode.

Quando se inicia em Ifá fora da casa de santo muitas vezes as oportunidades de realmente usar Ifá se diminui muito pois visam coisas diferentes ou caminhos.
E o candomblé é o expoente máximo da cultura africana. No brasil depois de muito tempo quase não se sabia Ifá ou odu, podemos dizer que foi uma época de trevas, mais eis que surge uma luz na escuridão que foi o Bàbá Torode (José Nilton Vianna Reis) fundador do Ilé Asè Tògún Korodé que osé Nilton Vianna Reis, Pai Torodê D’Ogum, nasceu em 29 de junho de 1942 e foi iniciado no Candomblé em 1960, por Joãozinho da Goméia.
Em 1976 estudou e iniciou-se no Culto de Ifá com africanos que vieram ao Brasil disseminar esse conhecimento. Torode deu continuidade ao Ifá no Brasil e em mais de 20 anos já iniciou mais de duas mil pessoas no Culto ao Ifá.
Sendo ele babalorixá sustentou uma briga com os babalawos que afirmavam que ele não poderia iniciar ninguém em Ifá. Mais movidos pelo interesse financeiro.
Mais 80% dos iniciados por ele eram pais/mães de santo que levaram o aprendizado para suas casas de santo e prepararam seus filhos de santo para a realidade de Ifá. Essas pessoas que receberam Ifá em caminho de orixá são chamados de OMO-IFÁ ou filhos de Ifá para ambos os sexos.
Cito outra pessoa importante neste processo que foi FERNANDES PORTUGUAL.
Um que ficou muito conhecido e até chamado Olwô foi o AGENOR MIRANDA. Que era iniciado de santo e recebeu algum conhecimento dos odus. Sendo que fazia os jogos das principais casas de santo da Bahia.
Hoje os iniciados em ramas têm outras denominações, mais todas validas. Embora a disputa sempre vá existir. Sem ver a contribuição para divulgação de Ifá.
Os da rama da Nigeriana atacam os da de Cuba. Os de Cuba atacam os do Benin e assim ficam uma disputa que não leva a nada e não faz ninguém crescer.

OS IFÁS
Depois muitos anos depois veio o Ifá de Cuba e diversos Ifás da Nigéria e Benin. Com isso passou haver uma luta dentro de que estava certo e errado. Cada um acusando o outro de estar errado em suas bases.
Muitos pais e mãe de santo entregam Ifá em caminho de orixá, mas já deixando condições para que a pessoa se assim desejar possa no futuro se iniciar ou complementar sua iniciação em Ifá fora da casa de santo.
Ifá dentro da casa de santo não é o mesmo de fora da casa de santo. Embora tenham similaridades tem na pratica funções diferentes e isso gera muita confusão. O Babalorixá Ifalabaki ou Moacir de Jagun do Asé Jagunmalé da nação de Efon como também mãe Eliete de Yemanjá da nação de Efon. Alexandre de Exu e Leila de Yemanjá do axé Eleegbara Tolá. Existe essa cultura de se preparam em suas casas de santo pessoas para Ifá para atender as necessidades do asé. Até mesmo para que possa ajudar no que for preciso na casa o filho da casa precisa ter um conhecimento e preparo mínimo.
Fora das casas de santo muito teria se perdido e não teria função.
O mesmo se dá no culto de ancestralidade, onde os terreiros preparam e dão a iniciação de acordo com seus fundamentos. O mesmo com as Yiamins.
O culto de baba-egun, onde é dirigido pelos Alagbás auxiliados pelos Odjês, mais dentro da casa de asé essa função é delegada a uma pessoa que passa pela iniciação ou preparo da casa para cuidar de baba-egun. Mesmo não sendo Adjê. Mas tem a função cuidar de baba-egun na casa de asé, normalmente se dá a um egbone ou ogan. Mais não se deixa de cuidar é claro.
O que acontece é que a casa de santo reproduz uma minialdeia, onde casa um cuida de uam atividade da casa e muitas vezes essas pessoas procuravam se aperfeiçoar mais em Ifá, Baba-egun ou mesmo no culto das senhoras ou das egbés. Fora da casa de axé e retornando com mais conhecimentos.
São peças das mais importantes pois são o elo da comunidade de asé com o externo, onde absorve o conhecimento e molda para a comunidade poder atender a forma de espiritualidade e também usufruir dos benefícios