Ẹ kú ọdún titun! (Feliz Ano Novo)

Calendários primitivos as antigas civilizações, antes de criarem o calendário e os nomes “dia”, “mês” e “ano” utilizavam o sol e a lua para guiar-se no tempo. Eu sou o baba e Oba Alexandre de Exu, do Axé Eleegbara Tolá -RJ.

E vamos ver o tempo certo de que o ìyáwó tem que ficar recolhido. Uns dizem que 21 dias, outros 30 dias e uns outros 6 dias. O calendário da lua, onde as pessoas utilizavam o satélite natural terrestre para fazer a contagem de dias, e as suas fazes os ajudavam também a ter mais noção de em que época do ano estavam, o que facilitava um reconhecimento primitivo das estações sazonais, que eram extremamente importantes para eles, pois interferia na agricultura, pesca e outras formas que eles tinham de sobreviver.

No calendário Yorùbá, Kọ́jọ́dá mimọ, o ano novo se inicia no dia 03 de junho. Tem a semana 4 dias, o mês de 16 dias e o ano de 256.
4 dias na semana, por causa dos 4 principais odus de Ifá.
16 dias do mês por causa dos 16 odus principais de Ifá
256 dias do ano, por ser a soma dos 16 principais e dos 240 secundários.
Os momentos escuros, são chamados de oyeku
Os momentos com luz, são chamados de ogbe.

Cada casa de Axé tem autonomia de fazer como achar melhor, mas é verdade que as casa que são de orixá e Ifá tem plena capacidade de fazer em menos tempo por usar os odus de Ifá em muita coisas.

o ano novo se inicia no dia 03 de junho, e se encerra no dia 02 de junho do ano seguinte. O que não é verdade, pois ai daria 365 dias ao passo que o ano do candomblé como vimos de 256 dias.
Então se ele começar em junho, ele vai terminar em meados de março e aí começa outro ano.

(Junho 30 dias + Julho 31 + Agosto 31+ Set 30 + Out 31+ Nov 30
+ Dez 31 + Jan 31 + Fev 28 + Mar 31 = aí vamos tirar os 3 dias de junho e ver quando fica em março. Começando em março o outro ano não será em junho.)

Desde a pré-história que nossos ancestrais ficaram deslumbrado pela sucessão dos dias e das noites e pelo desenrolar das fases da Lua: estes fenómenos conduziram às noções de dia e de mês. A noção de ano é menos evidente e foi só com o desenvolvimento da agricultura que os povos primitivos se aperceberam do ciclo das estações.

São, portanto, o dia, o mês lunar ou lunação e o ano os períodos astronómicos naturais utilizados em qualquer calendário.

O dia solar verdadeiro, intervalo de tempo entre duas passagens consecutivas do Sol pelo meridiano.

O calendário gregoriano, também chamado de calendário ocidental e calendário cristão, é hoje o calendário civil mais usado internacionalmente. Ele recebeu o nome do Papa Gregório XIII, que o introduziu em outubro de 1582. Todavia, o calendário foi um aperfeiçoamento do calendário juliano.

Essa mudança do juliano para o gregoriano e que surgiu o dia da mentira. E é muito interessante saber o que rolou.

Para esclarecer, a motivação para a reforma era interromper o desvio do calendário com relação aos solstícios e equinócios e solstícios, sobretudo o equinócio de primavera, que definia a data para as celebrações da páscoa católica.

O calendário é nada menos que um sistema onde é possível contar os dias, meses e anos. Além de nos fazer ficar mais situados no tempo, ele também nos ajuda em necessidades civis e religiosas e também padroniza a contagem de tempo.

Que neste novo ano Exu e Iemanjá e todas as divindades abençoem você e todos os seus familiares, propiciando saúde, prosperidade e realizações! É o que pedimos para vocês todos.
Agbonã Leila de Iemanjá e Baba e Oba Alexandre de Exu.