O Pai ou a Mãe de Santo são autoridades máximas dentro do Candomblé e são escolhidos pelos próprios Orixás. A religião afro brasileira que não vê a morte como o fim. Mas o inicio de outra fase da vida.
Pois no aye ou no orun, é a vida e o espirito apenas encarna e desencarna sem JAMAIS SAIR DA VIDA. Eu sou o Bàbá e Oba Alexandre de Exu, do Axé Eleegbara Tolá, e com a Leila de Iemanjá. Vamos tentar explicar que a vida continua sempre. E para nossa religião, a morte não tem um peso, nem castigo, e nem fim. É um ciclo necessário.
Só após alguns procedimentos de cada nação que significa o ritual de desligamento é que o corpo é liberado para o velório onde são realizados cânticos que convidam os ancestrais para que eles venham receber o novo Egum (espírito) e todos os espíritos são louvados.
Esses rituais são realizados novamente com um ano de falecimento da pessoa é celebrada uma nova cerimônia que é repetida em três anos e após sete anos. A de Madiba durou em torno de 12 dias. Para que não sabe Madiba é Nelson Mandela. Ao término que Ará (corpo) é sepultado.
Um Odjê ou um Alagbá, que são as pessoas que lida em terreiro de eguns. São como pais de santo devemos respeito e pedir a benção a eles.
Em cada nação a cerimônia fúnebre tem um nome.
Nvumbe – na Angola.
Zerrin – no Jeje Mahim.
Axexe – no Nagô.
Pé de Pemba preta – Na Umbanda.
IREMOJE = tragedia é o funeral para quando uma pessoa jovem morre.
Quem vai ao primeiro dia do ritual fúnebre, tem que a todos os dias. Se for a partir do segundo dia não precisa mais. Leve moedas no bolso, 1 lençol,
Ofun e danda da costa. Mas veja com seu zelador, pois cada um de acordo com seu santo e odu. Não vá para pegar carga, se oriente antes na sua casa de santo.
No caso de falecimento de um pai (babalorixá) ou mãe (ialorixá) de santo, o velório é realizado dentro do barracão, e a celebração dura sete dias após o falecimento. Caso seja um filho de santo, terá o tempo da ultima obrigação dada.
Caso seja ìyáwó, a comunidade que vai decidir ou os Isekás, é importante neste momento ter o Bale-ikú.
Muitas fezes quando as atividades não começam baba-egun tem que ser informado do porque do atraso e o que se vai fazer.
É responsabilidade de quem raspou de fazer o ritual fúnebre, inclusive as despesas se houver. Que é feito de santo não pode de jeito algum ser enterrado sem os procedimentos. Será uma prisão para o espirito e um atraso de vida para os que aqui estão. É uma situação perigosa para todos.
Toda a pessoa feita de santo tem que ter seu ritual da morte. Só que não tem direito é quele que não teve uma vida digna, que tenha morrido por suicídio, por motivo de drogas, ou tenha sido morto por ter roubado, ou assassinado alguém, que tenha lavado uma vida fora dos princípios da religião, esse, perde o direito do ritual.
E não fazer é chamar a pessoa tudo de ruim. Mas aí tem o problema com que muda de casa. Pois quem raspou não quer fazer pois não está na casa mais e na casa de quem está, não é quem raspou.
Vou dar um papo, umbanda tem seus rituais, se a pessoa for de Umbanda e Candomblé após a situação do candomblé faz as de umbanda.