Primeiro lugar temos que ver que é ou quem são do Asé? Todas as pessoas que tem carinho e amam Exu. Que podem ser no culto de lesse Egun, no culto de Ifá e no culto de Egbé Orun. A pessoa tem que ter amor a todo os orixás a Exu. Então essa pessoa é do Asé.
Mas ela precisa se portar e vestir como preceitua nosso Rumbé da ESIN IBELE.
O bem vestir é uma arte e não é preciso gastar com ostentação.
Como o irmão católico tem a roupa de ir à missa, o irmão protestante tem a roupa de ir ao seu culto. O mano kardecista tem a sua roupa de ir a suas sessões nós temos a nossa roupa de estar em público.
Devemos nos vestir com esmero e bom gosto, mesmo que não é iniciado em nada, que não deve apenas cobrir a cabeça, pois estaria faltando com respeito a sua espiritualidade, pois o falto de cobrir a cabeça e negar que precisa do axé e cuidados, pois já está sacralizado.
Então ao ir numa casa de santo vá vestido a moda afro, você é adepto da religião, você é um seguidor da religião e tenha orgulho.
O uso do IPELÉ é sempre no ombro esquerdo, jamais no direito.
As mulheres jamais deixam os cabelos de fora do pano que está a enrolar a cabeça, é uma afronta ao orixá da própria pessoa. Homens iniciados JAMAIS usam pano na cabeça sempre o filá, ekete ou bioko, mas nunca torço ou pano. Salvo em obrigações.
Pessoa do sexo masculino jamais usa asọ etikun. O asọ mimo
É de uso exclusivo das ajoiê e ekedes. E tem muito fundamento neles que muitas ajoiê e ekedes, não sabem pois não foi passado esses fundamentos nas confirmações.
Armação das saias, as mais novas não podem usar baiana igual e muito menos maior que as mais velhas. Alaká só com tempo de santo. Bordado Richelieu, só mais tempo de santo.
Baianas completas no candomblé ketú,
Antes dos 7 anos = saia, quebra goma, armação, calçola, calçolú. Camisú, pano da costa e ojá. Após tomar 7 anos tem que usar por cima do camisú a bata. Podendo o pano da costa vir para a cadeiras. No candomblé de egun a baiana não é armada.
Calçados – antes da obrigação de 3 anos, se fica descalço na roda, após obrigação de 3 anos uma sandália bem baixinha. Após 7 anos um saltinho discreto. Observando que tem sire que se fica descalço.
Então vamos ver por sire o que usamos isso no Asé Eleegbara Tolá.
Sire dos oboros – Tem toque
Homens – Abada completo
Mulheres – Baianas
Sire Omi – das yiabas e Oxalás – Tem toque
Homens – Abada completo
Mulheres – Baianas armadas
Sire da Terra – Tem toque, todos descalços em respeito a Nàná.
Homens – Abada completo
Mulheres – Baianas armadas, que não for virar de santo africana ou kafita.
Sire Ifá e Exu – Tem toque
Homens – Abada completo
Mulheres – kafitas ou africanas
Cerimônia do sol – Ayeye ty Oorun aty Osupá
Homens – Abada completo
Mulheres – kafitas ou africanas
Cerimonia de Olokun – Aeyey Olokun
Homens – Abada completo
Mulheres – Baianas armadas – que for entregar o presente.
Mulheres – kafitas ou africanas
Aeyey Eyeymolu – tudo branco
Homens – Abada completo
Mulheres – kafitas ou africanas
Sire laba laba – cores alegres e claras.
Homens – Abada completo
Mulheres – kafitas ou africanas
Fica bonito usar nos sires, a roupa que tenha haver com os orixás. Por exemplo sire dos oboros que tenha haver com um dos santos masculinos. Sire da yiabas que tenha haver com elas. E nas outras festividades. Na roda permitimos que se entre e dance para louvar os orixás, mas com trajes apropriados.
No axé fazemos outras cerimônias, mas usei mas mais comuns e conhecidas.
Pois essa é nossa razão de sermos e cada um de nós, somos a parte viva das Histórias do Candomblé e da Esin Ibele. E ao contarmos acontecimentos passados em nosso Asé estamos dando vida e trazendo de volta uns momentos felizes.
No Asé Eleegbara Tolá, se adoba apenas para o pai e mãe de santo. Na roda apenas pedimos bença, pois já chegamos cedo fizemos a ronda, adobamos e trocamos bença.