Cada casa tem o ato de fazer a comida de determinado santo e passar pela casa toda. Isso é chamado de rodar a comida ou
kẹkẹ adimú. Estou tomando por base o Asé Eleegbara Tolá.
Se isso com todos os orixás numas tentativas espalhara vibração do orixá pela casa e com isso tirar as coisas ruins. A palavra sire é festa então fazemos a festa de;
SIRE OMI YIABA
A festa dos orixás femininos, com destaque para Iemanjá.
SIRÉ ÀKÀRÀ OYA e ONIRÁ
A festa de Oyá é conhecida no Asè, como a “Festa dos Acarajés”. Quando se faz acarejés e colocamos num cesto e rodamos a casa do ou o orixá o faz.
SIRÉ ODÓ ÒGIYÁN
Sire posterior às Águas de Òsàlá, ocorre a Festa do Pilão de Òsògíyàn.
SIRÉ ALADA
nome alusivo a procissão dos facões que ocorre durante as festividades para Ogun. Após o Siré aos Òrìsàs, é realizado um cortejo que saí do Ojúbo Ògún os grandes Aladas em direção ao barracão central ao som de cânticos de júbilo e dos agogôs.
SIRE AMALÁ
Comida de Xangô que deve ser rodada na casa pelo menos duas vezes ao ano e colocada nos pés de Xangô. Que deve ser feito pelos filhos deste orixá ou por Xangô mesmo.
SIRE ADIMÚ IROKO
É uma das comidas mais importantes, pois é a arvores da vida, que liga a terra ao céu. Envolta dela se faz a roda do sire.
ADIMÚ AIRA
É o momento que vamos dar de comer ao santo mais importante na tarefa de julgar os loroguns entre as pessoas e o mundo dos orixás.
A fogueira de Aira é onde se consegue muita coisa que estava amarrada.
SIRÉ FAMÓRA
(Festa das divindades da caça, “Òsóòsì, Logún Ède, Otin, etc.)
“Orò Ónje” dedicado à Òdé, Òsóòsì, Otin, Lógunède.
SIRÉ INÁ (Festa do Fogo, dedicada à Sàngó, Airá e Aganju) Essa festa é dedicada às Divindades do Fogo, Sàngó, Airá e Aganju.
O LUGBAJE – Festa de Nánà, dedicada aos Òrìsàs Obalúaiyé, Òsùmàrè, e Yewa) Olugbaje quer dizer: Olu = corruptela de “Oluwaiye”, gba = “aceitar”, nje = comida.
Òsanyìn, Azawáne e Jagun podem estar presente na festa. Orixá Okô também, embora ele prefira as festas de Oxalá.
ORO ÀWON ESA (Cerimônia de Lembrança aos Ancestrais) A homenagem aos nossos ancestrais familiares. Participam os isekas. As babas. E não pode ficar de fora Orún e sua corte.
LÓNÍ ALÁKÉTU ()
Sire de Alákétu, nesta ocasião, são realizadas oferendas à Exu.se poda o miam-miam na casa e na rua se possível. Levando um para encruzilhada e outro para estrada. Festa de Exú e Ifá.
O Miam-miam porque damos a Exu? Não era no chão africano a comida de Exu, mas ele se adaptou a pega todas as comidas de qualquer santo. O miam-miam que conhecemos como pade. Nele pedimos a Exu, que não faça conta do que nos dá, pois não fazemos conta quando damos a ele o miam-miam. Afinal ninguém pode contar quantos grãos de farinha tem. Se colcar comida para qualquer santo sem a de Exu. Ele paga a do santo e ainda a pessoa fica devendo duas veze. Uma porque não deu a parte dele e a outra pelo trabalho dele de cobrar e ainda a oferenda.
IPETÉ DE OXUM
ou Peté de Oxum é o nome da comida de Oxum, e foi adotado o mesmo nome para a festa que se faz à Oxum anualmente em muitas casas de candomblé, em todo Brasil
SIRE LABA-LABA
É uma cerimonia de egbé orun, quando damos frutas, doces e obi e orobo. Além de bebidas.
LÓNÍ ÀKÓ OSE ODÚN = BABA- ORI = (Dia do primeiro Ose do Ano) Embora não seja uma festa propriamente dita e nem o primeiro dia do ano, já que fazemos em dezembro para liberar todos pára a festas familiares de natal e ano novo. O “Lóní Àkó Ose Odún” é um dia muito especial. Nessa data são trocadas as águas das quartinhas dos Òrìsàs. Mostrando vida nova, renovação.
Existe ainda o ato de dar de comer a outros orixás aqui não descrito.
Oxum encontrava-se com problemas no ventre e isso lhe causava dificuldades para engravidar, mas era do desejo de Oxum engravidar; diante dessa dificuldade ela decide consultar Orunmilá.
Orunmilá diante do problema de Oxum Orunmila ofereceu uma ajuda. Indagando que ela deveria seguir um preceito e nesse preceito ela deveria oferecer comida que se representa todos os caminhos dela. Oxum lhe disse que era impossível, pois cada caminho ela tem uma comida diferente e a comida uma coisa e sem muito pensar Orunmilá lhe respondeu:
– Se esforce, tens que criar um prato onde mostre todos os caminhos que você anda.
Oxum então responde:
– Mas como?
Orunmilá de pronto lhe responde:
– Você procurar uma estrada que parece não ter fim, caminhará e caminhará, algum tempo depois encontrará um homem que lhe presenteará com um fruto!
Oxum ficou meio desconfiada, mas era a única maneira de se livrar do problema. então Oxum no primeiro raiar do sol, no dia seguinte, saiu a procura dessa estrada, passou por matas, rios, caminhos de pedras e ventanias. Mas no fim encontrou a estrada, e tornou-se a caminhar, parou e descansou, mas voltou a caminhar… até que avista um homem, parado na estrada, esse Homem era Ogún.
Ogún ficou espantado de ver Oxum ali, pois todos sabiam que oxum não saía de seus rios pra quase nada, ficava sempre no rio esperando os presentes e se banhando… Ela não gostava de sair de seu palácio de águas e naquele momento ela estava ali em uma estrada quente e sem acomodação! Com esse espanto de Ogúm ele lhe pergunta:
– O que lhe traz aquí Oxum?
E Oxum conta a Ogún o que lhe passava. Então Ogún vai até a beira da estrada e colhe um fruto chamado Ixú e entrega a Oxum e lhe diz para preparar uma comida chamada Ipeté, a comida que esta em todo os caminhos que você anda Oxun.
Oxum lhe pergunta:
– O que quer em troca?
E Ogún muito lhe responde:
– Nada! Mas olhe: Nem você e nem mulher poderão jamais poderá tirar a vida ou pegar uma lamina para tirar a vida. E essa comida é o sinal que não haverá mais mortes. Você só terá apenas que sustentar sobre o seu Orí e sob a panela de Ipeté a folha de Abre-Caminho, e não esqueças de acomodar todos os Okutas seus sobre o Ipeté. E para servi use as folhas de conchas.
Oxum ouviu atentamente as recomendações de Ogún e seguiu as suas orientações; pouco tempo depois nascia Logún-edé.
“A partir desse Itán, Todos os anos é servido em ritual a comida Ipeté à Oxum, e abaixo da panela dessa comida e colocado as folhas de Abre-Caminho, sem esquecer de acomodar os Okutás sob o Ipeté. Quando a Oxum, mas antiga do Asé roda o Ipeté pela casa toda ou na falta dela uma das pessoas presente. Se faz para fechar o ano, não pode correr sangue, neste dia.
Por consequência nasce também a seguinte Cantiga:
Olóomi máa,
Olóomi máa iyò,
Ayaba odò ó Yéyé ó.