Alexandre de Exu


CANDOMBLÉ

Os  irmãos negros e seus descendentes, nada teriam para preservar do “culto dos santos africanos”, já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.

Porém, como praticar um culto de origem tribal, numa terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí, ou a mãe terra da vida, como era chamado a África, pelos antigos africanos iorubas?

Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. E ter a possessão dos santos africanos.

Mas, por que esse culto foi denominado de Candomblé?

Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África.

O que existe lá é o que se chama de culto ao orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele santo. Seja que nação for.

 

Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil.

 

Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o “culto dos santos” de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.

“Candomblé seria uma modificação poderia ter vindo “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa” ou “ local de oração ao Criador”. Todas duas ma língua BANTO.

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Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.

A verdade é que o culto aos santos, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda e dançam  para os santos.

 

As mulheres não queriam iniciar homens, pois temia perder o poder pois na áfrica homens dominavam o culto. E os orixás que exigiam a presença masculina foram descartados. Como o culto de Ifá e Egungun que gerou uma briga na Bahia.

Hoje Ifá, Orixá e egun estão  voltando a ficar juntos.

 

Alexandre de Exu.

Bàbá e Oba

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